sexta-feira, 25 de junho de 2010

Possibilidade de aumento de tarifa no transporte público


Após a greve, vem aí o aumento de passagem

Cobradores e motoristas aceitaram a proposta dos patrões - 9% de reajuste salarial - e voltaram ao trabalho ontem. Em 30 dias, o GDF analisa contas das empresas para saber se concede correção nas tarifas


Publicação: 25/06/2010 Correio Braziliense

>> Ary Filgueira
>> Mariana Moreira
>> Mariana Sacramento

A greve dos rodoviários chegou ao fim ontem. Depois de mais de dois meses de negociação, empregados e patrões chegaram a um acordo, mediado pelo governo, na madrugada. A categoria reivindicava 20% de aumento, mas aceitou a proposta de 9% de reajuste, que incide sobre o salário, (1) a produtividade, a cesta básica e o tíquete-refeição. Quem ainda não sabe se pode respirar aliviado é o passageiro. Após passar pelo sufoco de três dias e meio sem ônibus nas ruas, o usuário do transporte coletivo já se preocupa com outro problema: a possibilidade de aumento na tarifa, uma das mais caras do país. De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do DF, Wagner Canhedo Filho, para cobrir apenas a correção concedida a motoristas e cobradores, seria necessário um acréscimo de cerca de 4,5% nas passagens de ônibus.
O reajuste, no entanto, ainda não está confirmado. Qualquer alteração no preço da passagem de ônibus será decidida pelo Governo do Distrito Federal. Um comitê gestor foi formado para analisar as planilhas de gastos e lucros das empresas, feitas pelos próprios patrões. Por enquanto, o governador Rogério Rosso (PMDB), que mediou as negociações trabalhistas da categoria, descarta o aumento. Segundo Wagner Canhedo Filho, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do DF (Setransp), o governo se comprometeu a dar uma resposta dentro de 30 dias. O prazo começou a correr na última quarta-feira. “O que o estudo apontar será feito. Se a auditoria comprovar a necessidade, as tarifas serão reajustadas. Mas se apontar o contrário, pode haver redução no valor das passagens, independentemente de autorização do GDF.




O texto pode ser verificado na íntegra em:

http://www.correiobraziliense.com.br

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